Dois meses, três semanas e quatro dias. Esse foi o tempo em que Kevin Mayer permaneceu como CEO do TikTok, cargo que assumiu em meio à turbulência na relação do aplicativo com o governo dos Estados Unidos.

“Nas últimas semanas, conforme o ambiente político mudou drasticamente, fiz uma reflexão significativa sobre o que as mudanças estruturais corporativas exigirão e o que isso significa para a função global para a qual me inscrevi”, escreveu Mayer em um e-mail para os funcionários da TikTok na última quarta-feira (27). “Neste contexto, e como esperamos chegar a uma resolução muito em breve, é com o coração pesado que gostaria de informar a todos que decidi deixar a empresa”.

O TikTok – e a ByteDance, empresa chinesa que controla o aplicativo – vem sendo pressionado a procurar um comprador norte-americano, depois que o governo dos EUA ameaçou banir aplicativos chineses por razões de segurança. As autoridades se disseram preocupadas com o fato de o governo chinês poder acessar os dados do usuário coletados pelas empresas de tecnologia do país.

O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva em 6 de agosto, alegando que a China pode potencialmente ter acesso a “informações pessoais e proprietárias dos americanos” por meio de dados coletados pela TikTok. A rede nega as acusações e afirma que seus dados de usuário são armazenados nos EUA, com backup em Singapura, e seus data centers não estão localizados na China.

Mayer elogiou os esforços dos funcionários, dizendo que “não há dúvida de que o futuro [da TikTok] é incrivelmente brilhante. Eu entendo que a função para a qual me inscrevi – incluindo administrar a TikTok globalmente – será muito diferente como resultado da ação do governo dos EUA de pressionar pela venda dos negócios dos EUA”, escreveu o executivo, que deixou seu cargo na Disney depois de lançar o serviço de streaming Disney +.

No início da semana, o TikTok entrou com uma reclamação em um tribunal federal contestando os esforços da administração pública para bani-la dos EUA. “A Ordem Executiva emitida pela Administração em 6 de agosto de 2020 tem o potencial de retirar os direitos daquela comunidade sem qualquer evidência que justifique tal ação extrema, e sem qualquer processo devido”, afirmou a companhia, fazendo referência aos seus mais de 1,5 mil funcionários nos Estados Unidos. “Discordamos veementemente da posição do governo de que o TikTok é uma ameaça à segurança nacional e articulamos essas objeções anteriormente”, completou.

O decreto assinado por Trump, na prática, inviabiliza as operações do aplicativo no país. O presidente deu um prazo de 45 dias para que o TikTok seja adquirido por uma empresa norte-americana. Passado esse período, será impossível fazer download ou pagar por anúncios no app. “Agora é a hora de agirmos. Não aceitamos processar o governo levianamente, no entanto, sentimos que não temos escolha a não ser tomar medidas para proteger nossos direitos e os direitos de nossa comunidade e funcionários”, afirmou a empresa, que tem mais de 100 milhões de usuários só nos EUA.

Possíveis compradores

Nesta quinta-feira (27), o Walmart anunciou que está se uninco à Microsoft para comprar as operações do TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. De acordo com a CNBC News, o acordo com a ByteDance, empresa chinesa que controla a rede social de vídeos, deve ficar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões.

Além da Microsoft e do Walmart, o Twitter também está na fase de “conversas preliminares” para adquirir o aplicativo de vídeos curtos. Outro concorrente de peso é a Oracle, que ainda tem na sua oferta participação investidores como a General Atlantic e a Sequoia Capital,  que estudam um acordo para manter as operações do app na China, mas geridas por uma companhia norte-americana.

Olhar Digital

Nova versão do celular de tela dobrável da empresa será apresentada com riqueza de informações depois de breve introdução no início de agosto

Durante o evento de apresentação do Galaxy Note 20, realizado no início do mês, a Samsung também deu algumas informações sobre o Galaxy Z Fold 2, a atualização de seu smartphone de tela dobrável. Agora, a empresa marcou um segundo evento apenas para falar sobre o novo Fold, que será realizado no dia 1º de setembro.

A Samsung pode ter reservado mais detalhes do Fold para o segundo evento, mas é fato que basicamente tudo que vazou sobre ele antes de sua revelação oficial se confirmou, de forma que não há muita surpresa restante para a apresentação. Inclusive, já há análises publicadas no YouTube com o novo dispositivo.

O que resta saber neste momento é quanto custará o aparelho. A Samsung manteve-se quieta sobre o tema durante a apresentação, e existe um bom motivo para isso. O primeiro Fold custou quase US$ 2.000 nos Estados Unidos e R$ 13.000 no Brasil, fazendo dele o aparelho mais caro do mercado no lançamento. O dispositivo ganhou peças ainda mais caras neste ano, o que poderia elevar o custo ainda mais.

O novo smartphone conta com uma tela externa muito maior do que a do Fold antigo e, sendo o display uma das partes mais custosas de um smartphone, é possível que esse aumento se reflita no preço final. A empresa também redesenhou a dobradiça, que gerou dores de cabeça no ano passado, para torná-la mais segura.

Considerando que a Samsung anunciou que a pré-venda do Galaxy Z Fold 2 começaria em 1º de setembro, é um indicador de que a empresa revelará o preço do novo modelo durante o evento. Ainda não há uma previsão de quando o aparelho poderá chegar ao Brasil. O evento acontece a partir das 11h no horário de Brasília.

Olhar Digital