Dois meses, três semanas e quatro dias. Esse foi o tempo em que Kevin Mayer permaneceu como CEO do TikTok, cargo que assumiu em meio à turbulência na relação do aplicativo com o governo dos Estados Unidos.

“Nas últimas semanas, conforme o ambiente político mudou drasticamente, fiz uma reflexão significativa sobre o que as mudanças estruturais corporativas exigirão e o que isso significa para a função global para a qual me inscrevi”, escreveu Mayer em um e-mail para os funcionários da TikTok na última quarta-feira (27). “Neste contexto, e como esperamos chegar a uma resolução muito em breve, é com o coração pesado que gostaria de informar a todos que decidi deixar a empresa”.

O TikTok – e a ByteDance, empresa chinesa que controla o aplicativo – vem sendo pressionado a procurar um comprador norte-americano, depois que o governo dos EUA ameaçou banir aplicativos chineses por razões de segurança. As autoridades se disseram preocupadas com o fato de o governo chinês poder acessar os dados do usuário coletados pelas empresas de tecnologia do país.

O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva em 6 de agosto, alegando que a China pode potencialmente ter acesso a “informações pessoais e proprietárias dos americanos” por meio de dados coletados pela TikTok. A rede nega as acusações e afirma que seus dados de usuário são armazenados nos EUA, com backup em Singapura, e seus data centers não estão localizados na China.

Mayer elogiou os esforços dos funcionários, dizendo que “não há dúvida de que o futuro [da TikTok] é incrivelmente brilhante. Eu entendo que a função para a qual me inscrevi – incluindo administrar a TikTok globalmente – será muito diferente como resultado da ação do governo dos EUA de pressionar pela venda dos negócios dos EUA”, escreveu o executivo, que deixou seu cargo na Disney depois de lançar o serviço de streaming Disney +.

No início da semana, o TikTok entrou com uma reclamação em um tribunal federal contestando os esforços da administração pública para bani-la dos EUA. “A Ordem Executiva emitida pela Administração em 6 de agosto de 2020 tem o potencial de retirar os direitos daquela comunidade sem qualquer evidência que justifique tal ação extrema, e sem qualquer processo devido”, afirmou a companhia, fazendo referência aos seus mais de 1,5 mil funcionários nos Estados Unidos. “Discordamos veementemente da posição do governo de que o TikTok é uma ameaça à segurança nacional e articulamos essas objeções anteriormente”, completou.

O decreto assinado por Trump, na prática, inviabiliza as operações do aplicativo no país. O presidente deu um prazo de 45 dias para que o TikTok seja adquirido por uma empresa norte-americana. Passado esse período, será impossível fazer download ou pagar por anúncios no app. “Agora é a hora de agirmos. Não aceitamos processar o governo levianamente, no entanto, sentimos que não temos escolha a não ser tomar medidas para proteger nossos direitos e os direitos de nossa comunidade e funcionários”, afirmou a empresa, que tem mais de 100 milhões de usuários só nos EUA.

Possíveis compradores

Nesta quinta-feira (27), o Walmart anunciou que está se uninco à Microsoft para comprar as operações do TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. De acordo com a CNBC News, o acordo com a ByteDance, empresa chinesa que controla a rede social de vídeos, deve ficar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões.

Além da Microsoft e do Walmart, o Twitter também está na fase de “conversas preliminares” para adquirir o aplicativo de vídeos curtos. Outro concorrente de peso é a Oracle, que ainda tem na sua oferta participação investidores como a General Atlantic e a Sequoia Capital,  que estudam um acordo para manter as operações do app na China, mas geridas por uma companhia norte-americana.

Olhar Digital

Nova versão do celular de tela dobrável da empresa será apresentada com riqueza de informações depois de breve introdução no início de agosto

Durante o evento de apresentação do Galaxy Note 20, realizado no início do mês, a Samsung também deu algumas informações sobre o Galaxy Z Fold 2, a atualização de seu smartphone de tela dobrável. Agora, a empresa marcou um segundo evento apenas para falar sobre o novo Fold, que será realizado no dia 1º de setembro.

A Samsung pode ter reservado mais detalhes do Fold para o segundo evento, mas é fato que basicamente tudo que vazou sobre ele antes de sua revelação oficial se confirmou, de forma que não há muita surpresa restante para a apresentação. Inclusive, já há análises publicadas no YouTube com o novo dispositivo.

O que resta saber neste momento é quanto custará o aparelho. A Samsung manteve-se quieta sobre o tema durante a apresentação, e existe um bom motivo para isso. O primeiro Fold custou quase US$ 2.000 nos Estados Unidos e R$ 13.000 no Brasil, fazendo dele o aparelho mais caro do mercado no lançamento. O dispositivo ganhou peças ainda mais caras neste ano, o que poderia elevar o custo ainda mais.

O novo smartphone conta com uma tela externa muito maior do que a do Fold antigo e, sendo o display uma das partes mais custosas de um smartphone, é possível que esse aumento se reflita no preço final. A empresa também redesenhou a dobradiça, que gerou dores de cabeça no ano passado, para torná-la mais segura.

Considerando que a Samsung anunciou que a pré-venda do Galaxy Z Fold 2 começaria em 1º de setembro, é um indicador de que a empresa revelará o preço do novo modelo durante o evento. Ainda não há uma previsão de quando o aparelho poderá chegar ao Brasil. O evento acontece a partir das 11h no horário de Brasília.

Olhar Digital

De olho na concorrência dos serviços de armazenamento em nuvem, como o Dropbox, Google Drive e o Box, só para citar os mais importantes, a Microsoft não quer perder terreno. Em seu site da comunidade tech, a empresa anunciou que vai liberar, nos próximos dias, várias melhorias para o seu representante no setor, o OneDrive, nas versões para Android e iOS.

Começamos com a função “My Analytics”, um recurso que vai nos ajudar a ter controle sobre o uso que fazemos dos aplicativos e serviços da Microsoft. Ele oferece estatísticas que nos mostram o desempenho que obtemos desses serviços para nos ajudar a melhorar a produtividade.

Outra melhoria é a integração com o Skype, de modo que a partir do aplicativo de mensagens, poderemos compartilhar arquivos armazenados no OneDrive sem ter que abandonar o app de mensagens multimídia. Além disso, haverá a opção para bloquear o download de arquivos nos links compartilhados e que é adicionada para que a pessoa a quem enviamos o arquivo não possa compartilhá-lo novamente.

No caso do Android, também é possível fazer upload de fotos para a nuvem do Onedrive , desde que seja uma conta empresarial. Esse upload pode ser configurado como automático, assim como já funciona em serviços como Google Drive e Dropbox, por exemplo.

Segundo o site da comunidade tech da Microsoft, essas melhorias chegam nos próximos dias para o OneDrive, tanto para Android, quanto para iOS.

E você? Usa OneDrive ou prefere outro serviço de armazenamento em nuvem?

Olhar Digital

O encaminhamento de mensagens do WhatsApp ficou ainda mais limitado: desde o final de semana, o aplicativo começou a impedir que uma mesma mensagens seja enviada para mais do que cinco contatos. O objetivo é combater spam na plataforma, assim como dar uma resposta às críticas relacionadas ao papel do mensageiro na disseminação de mensagens falsas.

A informação foi divulgada pelo perfil WABetaInfo do Twitter, conhecido por suas informações em primeira mão relacionadas ao WhatsApp. O novo limite adotado já estava valendo para a Índia, e agora foi liberado para todos os países. A mudança vale para todas as plataformas.

O WhatsApp começou a limitar o encaminhamento de mensagens em julho após sofrer fortes críticas pela disseminação de boatos pela plataforma. O caso era especialmente preocupante na Índia: meses antes do limite, informações falsas espalhadas pelo aplicativo resultaram na morte de mais de 20 pessoas. Por isso, o país asiático era o que tinha a maior limitação: apenas cinco contatos podiam receber uma mensagens encaminhada.

Em outras partes do mundo, o recurso funcionava um pouco diferente. No Brasil, a limitação de encaminhamento valia para 20 pessoas. A medida não impediu o uso do WhatsApp para disseminar desinformação durante as eleições, e ela chegou a ser criticada pelo então candidato Jair Bolsonaro, que chegou a sugerir forçar o WhatsApp a reverter o limite de encaminhamento.

No entanto, o que ocorreu foi o contrário e agora o recurso é tão limitado no Brasil e em qualquer parte do mundo quanto já era na Índia. Resta saber se ele vai ter algum resultado positivo no combate às informações falsas espalhadas pelo WhatsApp.

Olhar Digital

Uma boa alternativa a editores de texto pagos, é o Google Docs. A solução do Google ganhou várias melhorias desde que foi desenvolvido e traz recursos que ajudam muito tanto na formatação, quanto na correção de textos. E é esse último é a funcionalidade que veremos hoje.

Google Docs: como fazer a revisão ortográfica

Por padrão, a verificação ortográfica do Google Docs é ativada quando você abre um documento pela primeira vez. Toda vez que você digitou errado uma palavra, a funcionalidade sublinha o erro com uma linha vermelha, como um aviso para que você faça uma alteração. Agora veja como utilizá-la:

Primeiro, abra um documento com o Google Docs.

Para garantir que a ferramenta esteja ativada, você pode começar a digitar algumas palavras incorretas ou ir para Ferramentas > Ortografia e garantir que a opção “Sublinhar erros” esteja marcada.

Depois, sempre que um erro for encontrado, ele aparecerá com uma linha vermelha ondulada embaixo dele

Você pode clicar com o botão direito em qualquer erro para corrigi-los rapidamente sem ter que abrir a ferramenta. Uma pequena janela é aberta com algumas opções para escolher, como alterar o erro para uma correção sugerida, ignorar o atual ou adicionar uma palavra ao dicionário para que ele não apareça como um erro novamente.

Para verificar o documento inteiro em busca de erros de ortografia, vá para Ferramentas > Ortografia > Verificação ortográfica

O Google Docs orienta você em cada erro detectado e pode fazer as mesmas correções que acabamos de abordar. Se houver mais erros, a ferramenta avança no documento até que todos sejam corrigidos. Ele também facilita se houver a mesma palavra escrita incorretamente várias vezes: O Docs pergunta se você quer alterar todas ou somente a primeira que encontrou.

Google Docs: como usar o dicionário

O editor de textos do Google também tem um dicionário que facilita pesquisar palavras sem precisar sair do programa A partir do documento, realce um termo, clique com o botão direito do mouse e selecione “Definir ”. Dependendo da palavra, ele pode sugerir sinônimos. E a opção “Explorar” abre buscas da web ao lado direito do seu texto, também sem precisar sair do Google docs.

Vale dizer que a mesma ferramenta ortográfica também está disponível para as Planilhas e Apresentações do Google.

Olhar Digital

Sem fazer muito barulho, a equipe do Google Fotos dobrou o quantidade de imagens e vídeos em álbuns privados no seu serviço de armazenamento de imagens da nuvem. Agora, é possível salvar até 20 mil fotos e vídeos em um álbum particular.

Na época do lançamento dos Álbuns Compartilhados, nos quais as imagens são compartilhadas em tempo real, o Google estipulou um limite de até 20 mil fotos e vídeos por álbum. Acontece que os álbuns privados possuíam apenas a metade desta capacidade, ou seja, até 10 mil imagens.

De acordo com uma fonte do canal Android Police, no entanto, o Google parece ter aumentado a capacidade dos álbuns privados para deixá-los com o mesmo limite. Em contato com o Google, a equipe do site confirmou a informação sobre a expansão do limite dos álbuns privados.

Na página de suporte do Google Fotos, em inglês, a mudança de 10 mil para 20 mil já foi feita, contudo, na página em português, consta ainda a informação anterior, ou seja, um limite de 10 mil imagens. Entretanto, deve ser apenas uma questão de atualização da informação para o nosso idioma.

Olhando para os meus álbuns no Google Fotos, este limite me parece mais do que suficiente para os próximos cinco anos. E você, acha 20 mil imagens e vídeos suficiente ou precisa de mais espaço?

Olhar Digital

O WhatsApp Business já está disponível na Google Play Store para alguns usuários e novos detalhes do aplicativo para empresas foram revelados. Logo de cara, o aplicativo “profissional” do WhatsApp traz um ícone diferente, formado por um B no lugar do gancho de telefone convencional. Além disso, será possível cadastrar as contas em telefones fixos, configurar um perfil público e migrar as suas conversas antigas.

Como já se sabia, o WhatsApp Business vai ser um aplicativo separado. Isso deve ser uma boa notícia para empresários, que poderão separar a sua conta pessoal da profissional e ter as duas versões em um só aparelho. Além disso, a página de suporte do WhatsApp revela que será possível cadastrar telefones fixos ao criar uma conta corporativa.

Para baixar o WhatsApp Business, porém, é necessário responder a uma pesquisa com os dados da sua empresa e esperar até que a sua solicitação seja aprovada. Em seguida, o usuário poderá entrar na Google Play e baixar o aplicativo comercial. Embora o app já esteja disponível em repositórios, como o APK Mirror, não é possível se cadastrar sem um número aprovado pelo WhatsApp.

Confira as principais funções:

Estatísticas: O WhatsApp oferece informações básicas sobre o uso do aplicativo. É possível conferir o número de mensagens enviadas, entregues, lidas e também recebidas na sua conta corporativa. O recurso, aliás, é bastante similar ao que pode ser encontrado atualmente no menu “Configurações > Dados e armazenamento > Uso de rede”.

Perfil de empresa: As contas corporativas terão um perfil no WhatsApp, porém com mais informações do que a versão pessoal. Além da foto e nome de perfil, será possível definir a localização, o tipo de empresa, descrição, endereço de e-mail e um website. O aplicativo também indicará se a sua empresa foi verificada ou não;

Respostas automáticas: As empresas poderão definir respostas automáticas para quando estiverem fora de expediente. É possível escolher no calendário os dias e horários nos quais o atendimento não estará disponível, bem como configurar uma mensagem padrão, incluindo textos e emojis;

Migração de conversas: Caso sua empresa já use o WhatsApp atualmente, será possível migrar a conta atual para uma corporativa. Com isso, haverá uma opção para que as conversas também sejam migradas para o novo app;

O que muda do lado do consumidor

Conforme o publicado pelo Android Police, quando usuário salva o número de uma empresa em sua lista de contato, será possível acessar todas as informações públicas cadastradas pelo administrador. Além disso, ao iniciar uma conversa, o WhatsApp exibirá o aviso de criptografia habitual, além de uma mensagem informando se a conta foi ou não verificada.

Por enquanto, os testes do WhatsApp Business ainda são limitados às contas aprovadas pela equipe do aplicativo. Para se cadastrar no programa de testes, acesse este link. Caso aprovado, basta entrar no programa de testes da Play Store e fazer o download do app em seguida.

FONTE: Olhar Digital

O Spark Post, da Adobe, é um app de edição grátis que permite criar posts com frases e postar no Instagram. Disponível para iPhone (iOS) e em versão web (para usar no PC), a ferramenta pode ser útil para produzir imagens com mensagens motivacionais, de bom dia, entre outros temas, para mostrar para amigos do Instagram – no Stories ou feed. O aplicativo conta com uma galeria de modelos prontos que podem ser editados e usados como exemplo.

O Facebook é uma rede social criada em 2004 e que possui hoje 1,49 bilhão de usuários ativos por dia, em média, segundo um levantamento de setembro de 2018. Mas, no meio de toda essa gente, algumas podem não estar conseguindo entrar no Facebook.

Muitos problemas podem te impedir de acessar seu perfil na rede social. Uma senha errada, um e-mail não autenticado ou até mesmo sua conta pode ter sido desativada. Neste tutorial vamos te mostrar o passo a passo de como resolver cada um dos possíveis problemas.

Acompanhe abaixo o que fazer para entrar no Facebook.

Como entrar no Facebook pelo PC

Como entrar no Facebook pelo celular (Android ou iOS)

Não consigo fazer login no Facebook. O que eu faço?

Se mesmo seguindo o passo a passo acima você não conseguir entrar no Facebook, talvez haja algum problema com a sua conta na rede social. Pode ter sido algo que você fez de errado ou alguma alteração feita pela própria empresa.

Estas são algumas coisas que você pode fazer para tentar contornar o problema:

Tente recuperar sua conta do Facebook:

Acesse facebook.com/login/identify e siga as instruções que aparecem na tela. Mas faça isso com um computador ou celular que você já usou para acessar sua conta antes.

Tente redefinir a sua senha:

Se você não encontrar seu perfil na página “Encontre sua conta”:

Peça que um dos seus amigos do Facebook entre no seu perfil e acesse a seção “Sobre”. Ali, ele deve procurar pelo endereço de e-mail ou o número de telefone listado na seção “Informações de contato”. Peça para ele mandar estes dados para você.

Tente inserir todos os endereços de e-mail ou números de celular que você possui (um de cada vez). Você pode ter adicionado um endereço de email ou número de celular à sua conta e não se lembra.

Insira seu nome de usuário. O seu nome de usuário é a sua URL personalizada do Facebook, aquela que aparece quando alguém acessa o seu perfil pelo navegador do PC. Como na imagem abaixo:

Se você não sabe seu nome de usuário, peça a um amigo para acessar seu perfil e enviar o nome de usuário na URL para você.

Tente inserir variações de seu nome, para o caso de ter se cadastrado usando um apelido.

Se for solicitado que você insira o nome de um amigo, experimente vários amigos se o primeiro não localizar uma conta. Lembre-se também de inserir o nome completo de seu amigo, e não apenas o primeiro nome.

Se você acha que sua conta foi invadida por alguém, entre em contato com o Facebook acessando a página facebook.com/hacked.

Descubra se sua conta foi desativada:

O Facebook pode desativar sua conta se ele achar que você não respeitou os Termos e Condições da rede social. Alguns motivos para a desativação da sua conta podem ser:

Se sua conta do Facebook foi desativada, você verá uma mensagem informando sobre a desativação assim que tentar entrar. Se você acredita que sua conta foi desativada por engano, use este formulário para enviar uma apelação. Mas o Facebook avisa que não é possível recuperar contas que foram desativadas por “violações graves” dos Padrões da Comunidade.

FONTE: Olhar Digital

Nas últimas semanas, o Facebook vem sendo alvo de um verdadeiro escrutínio público: a informação de que uma empresa no Reino Unido, a Cambridge Analytica, teria se apropriado de informações privadas de cerca de 87 milhões de perfis (dados confirmados pela própria rede social) para utilizá-las em campanhas políticas. O caso chocou o mundo, obrigando a companhia a repensar o uso dos dados de seus usuários e impactando o que existe de mais valoroso no mercado: a confiança.

Os primeiros reflexos dessa crise foram imediatos: o dono da Tesla Motors, Elon Musk, retirou a página da empresa do Facebook; o Congresso dos Estados Unidos convocou o dono da rede social, Mark Zuckerberg, a testemunhar pessoalmente sobre o escândalo e o próprio CEO do Facebook fez um mea-culpa em um post em seu perfil, dizendo que errou no que diz respeito à proteção dos dados dos usuários. “Se não conseguimos [proteger seus dados], então não merecemos servi-los”, escreveu.

Para tentar contornar a crise (e dar uma resposta mais efetiva a seus acionistas), o Facebook tem planejado alterações drásticas na maneira como coleta informações dos usuários. Para quem anuncia na rede social, as maiores mudanças devem ocorrer já nos próximos meses: não será mais possível, citando apenas um exemplo, usar mailings para criar Públicos Personalizados sem a comprovação de que o anunciante tem autorização para utilizar os endereços eletrônicos de seus clientes.

No mercado, há uma enorme desconfiança sobre se, de fato, o Facebook conseguirá cumprir com a promessa. Na semana passada, fui questionado algumas vezes por possíveis clientes, além dos de casa, sobre a relevância do Facebook em termos estratégicos para as marcas e sobre se as pessoas continuarão acessando suas contas com a mesma frequência. Minha resposta é sempre a mesma: “não tenho certeza”. Costumo comparar o Facebook à “TV Globo das mídias sociais”: seu alcance para gerar awareness em campanhas publicitárias é gigantesco se considerarmos sua capilaridade. Mas é fato que menos acessos implicam em menos alcance e, portanto, é possível que isso reflita na efetividade dos anúncios.

No entanto, o que deveria ser discutido não é somente se as empresas vão deixar de anunciar no Facebook, mas se os usuários continuarão trocando informações dentro da plataforma com a mesma assiduidade e frequência que têm trocado hoje. Não é possível afirmar nem que sim nem que não. Também não é possível saber se as empresas usarão menos a plataforma, se ela perderá relevância ou deixará de existir, como insistem os mais alarmistas.

Até porque, uma rede social com o porte do Facebook levaria anos até perder total relevância entre o público. Estamos falando de um universo de 2,1 bilhões de usuários no mundo (as empresas de Zuckerberg somam 6,6 bilhões de perfis). Para se ter uma ideia, a primeira da lista após as redes do mesmo grupo do Facebook, a chinesa QZone, soma um público de 632 milhões. Você lembra do finado Orkut? Então, em 2011 ele tinha somente 27 milhões de usuários, época em que o Facebook bateu a marca de 30 milhões, ultrapassando o rival que foi encerrar suas atividades somente quatro anos mais tarde. Imagine com 2,2 bilhões de perfis, quanto tempo levaria para acabar.

Eu ainda acredito no Facebook como mídia, ferramenta de interação e compartilhamento. E não acredito, pelo menos por enquanto, numa “nova” rede social assumindo o lugar das que já existem, incluindo aqui o Instagram, Twitter e YouTube, devido ao fato de já possuírem audiência e alcance consolidados. O que sim tenho observado é uma pulverização dos usuários entre essas outras redes, com destaque especial para o Instagram.

Entre os clientes da agência, o app tem despontado como sucessor imediato do Facebook e, veja, sem colocá-lo necessariamente de escanteio. Um dos nossos parceiros viu sua base de seguidores no Instagram crescer mais de 1.900% nos últimos dois meses, com o consequente aumento no engajamento. Se o Instagram já era uma rede social relevante, é possível que agora, após o imbróglio envolvendo o Facebook, os esforços dos usuários (e das empresas) em produzir conteúdo para o app sejam cada vez maiores e consistentes.

Também é inevitável não comentar sobre os nossos direitos nesse cenário. Quando concordamos com a criação de um perfil numa rede social, estamos automaticamente autorizando o uso de nossos dados pelas plataformas. Mas isso, evidentemente, não dá o direito ao comércio indiscriminado e ilegal desses dados. Usar nossas informações pessoais em campanhas políticas ou receber um e-mail marketing sem ter feito nenhum cadastro é um risco que corremos diariamente, mas que não podemos aceitar que ocorra de qualquer maneira.

É preciso, antes de discutir sobre o “futuro” do Facebook, questionar e refletir sobre o papel que ele e as outras plataformas digitais têm para as pessoas. Elas continuam úteis para nos comunicarmos com os nossos amigos? Elas são importantes para a troca de informações entre determinados grupos? Elas transformam as vidas das pessoas? Contribuem para uma causa? Geram valor para quem as usa? E, nesse sentido, como as marcas devem se posicionar para efetivamente impactar seu público?

O Facebook mantém seu papel vital na construção de uma sociedade cada vez mais conectada. Não é agora que vou deixar de acreditar nisso. Mas quero ter certeza que tudo será feito da maneira mais transparente possível e que eventuais mudanças na rede social não beneficiem somente alguns grupos (ou somente o próprio Facebook, como é mais fácil pensar). Quer seja na esfera pessoal ou profissional, as redes sociais terão a importância que pessoas e empresas derem a elas. Será sempre uma relação mútua de confiança e respeito.

Maiores redes sociais do mundo (2017)

Empresas Zuckerberg:

Facebook: (2,2 bilhões)

WhatsApp: (1,3 bilhão)

Messenger: (1,2 bilhão)

WeChat: (938 milhões)

Instagram: (700 milhões)

Demais redes:

Qzone:  (632 milhões)

Weibo: (340 milhões)

Twitter: (328 milhões)

Pinterest: (175 milhões)

Snapchat: (166 milhões)

Vkontakte: (95 milhões)

Fonte: Techmundo

Sabemos que ideias criativas e únicas não acontecem com facilidade. Mas como elas surgem? Nós da Midiatix ficamos entusiasmados com as revelações do “Relatório das Ideias 2018”. Trata-se  de uma pesquisa realizada pela ferramenta de transmissão de arquivos We Transfer. Originalmente chamado de “We Transfer Ideas Report”, o levantamento feito com mais de 10.000 usuários, de 143 países, traz quatro insights surpreendentes sobre de onde vêm as inspirações e como elas acontecem para os brasileiros.

1 – Se desligue para que as ideias aconteçam

Para a absoluta maioria dos entrevistados, as grandes ideias surgem inspiradas em experiências cotidianas, que ocorrem fora do trabalho como conversas com amigos, uma viagem realizada ou o contato com natureza. Boas histórias de livros e revistas, além de visitas a museus e galerias, também são agentes estimuladores.

Ao contrário do que se imagina, os Blogs e as mídia sociais (especialmente Twitter e Facebook) tiveram um pontuação menor do que os fatores citados anteriormente, o que indica que precisamos de uma melhor construção do ambiente online para que sejam mais inspiradores.

“Para se inspirar, saia da internet”, Maryanne Wolf neurocientista da Tufts University

2 – O mito da ideia que surge “do nada”

Os insights mais produtivos, surpreendentemente, apesar de serem inspirados nas experiências fora do ambiente de trabalho, vêm à tona durante atividades cotidianas.

Essa foi a resposta mais popular para a pergunta “Onde suas melhores ideias surgem?”. Cerca de 47% dos entrevistados disseram que elas acontecem quando eles estão em suas mesas, no estúdio ou no trabalho.

Outra curiosidade é que os insights também ocorrem durante os deslocamentos diários, na cama, no banheiro e durante os exercícios, mas quando se está pensando neles.   

“Você precisa envolver sua mente em alta intensidade para ter pensamentos significativos, anteriormente inexistentes. Isso não acontece quando você está totalmente relaxado” –  Lu Chen, professora de neurocirurgia e psiquiatria da Universidade de Stanford.

3 – A caneta é mais poderosa do que o telefone

Apesar da revolução digital, caneta e papel continuam a reinar como uma efetiva maneira de anotar ideias. Uma fatia de 40% das pessoas disseram que esta é a maneira preferida para guardar ideias – mais do que o dobro das pessoas que afirmaram utilizar o computador (19%) ou o celular (17%) para essa função. O interessante é que uma boa parcela aposta no poder da mente, uma vez que 24% das pessoas revelaram guardar as informações na cabeça.

4 – Um espírito livre estimula a inspiração do brasileiro

A diversidade cultural brasileira, sua população jovem e uma herança inovadora são as fontes que potencializam o poder criativo das pessoas. No caso do brasileiro,  Quando o assunto é inspiração, os filmes tiveram uma pontuação bastante alta, sendo a fonte para os insights de 47% da comunidade criativa. Já em relação ao estímulo da fluidez de ideias, cerca de 8% dos entrevistados admitiram a utilização de alguma droga, contra 3% da média mundial da pesquisa.

A pesquisa também revela alguns criativos brasileiros a serem observados:

Ana Elisa Egreja | Artista Visual

Renée Nader Messora | Diretor de Filmes

Pedro Bernardes | Músico

Malfeito Na | Tatuadora Artística

A última surpresa foi revelada no campo “conte mais” da pesquisa da We Transfer: Os sul-americanos acordam mais cedo do que o restante do mundo. Essa foi a única região onde a manhã foi apontada pelo “Relatório das Ideias”, como o período no qual os melhores insights acontecem.

* Estudo traduzido do WeTransfer